Quando o assunto é comida de bebê, as primeiras recomendações giram em torno daquilo que ele pode e não pode comer, como preparar os alimentos, quando oferecê-los e, inclusive, quanto de comida ele precisa (algo que, diga-se de passagem, bastante questionável).

O que é comensalidade?

Existe, porém, outro tema que deveria ser trabalhado com o mesmo peso nesse momento, que é a comensalidade. Sabe o que é isso? Comensalidade tem a ver com o COMER como um ato COLETIVO, ou seja, é sobre o ambiente em que essa criança irá comer.

Geralmente é com a realização da alimentação complementar que o bebê tem a oportunidade de começar a participar das atividades da sua família. Quando ele pode sentar-se de forma muito semelhante aos seus cuidadores, existe uma conquista não somente de habilidades físicas, mas também sociais. Afinal, ele está reunido com outras pessoas e aprendendo sobre como elas se alimentam.

Quando o interesse se constrói a partir do outro

Ali, ele observará, por exemplo, as expressões que a mãe faz quando coloca algo gostoso à boca e analisará os movimentos que o pai fez com a boca ao morder um pedaço da batata. Irá começar a compreender sobre os utensílios que costumam fazer parte desse momento: pratos, copos e, claro, os talheres! Sabia que não é recebendo comida com uma colher que a criança aprende a usá-la? Bebês interessam-se pelos talheres quando eles acompanham outras pessoas os utilizando!

Como estamos incentivando os bebês a comerem?

Sendo um momento tão importante, vale pensar como realmente incentivamos um bebê a comer. Ajudaremos nesse momento de aprendizagem e de descobertas quando proporcionamos um espaço de conforto e de segurança a ele. Como é esse ambiente? Evitando situações estressantes e telas, com tom de voz natural e sem que todos os olhares estejam voltados para ele, tentando direcionar seus movimentos.

Podemos ter refeições mais longas ou mais rápidas, com maior ou menor variedade, à mesa ou em um cantinho da cozinha. Não precisa ser um cenário rebuscado de propaganda de margarina, mas é importante valorizar o quanto a criança ganha ao comer junto e ter um momento saudável de refeição.