Mesmo em um momento inédito devido à pandemia, a maioria das famílias terá mudanças na rotina por causa do período de Festas. Lazer e comemoração envolvem comida! Então, como fica a alimentação infantil nesse período? É o doce que chega à mesa no lugar da fruta, o avô que quer dar só um pouco de refrigerante para o bebê não passar vontade, o primo que está em casa e se esbalda no salgadinho no lanche…. Aí, aquilo que era para ser um momento de alegria, muitas vezes acaba se tornando uma grande tensão e discórdia entre a família.

Diante disso que trago este texto!

Vamos pensar em algumas alternativas que facilitem esse momento? Primeiro, vale a pena lembrar quem são, de fato, os responsáveis pela criança, porque são eles que dão a palavra final sobre a sua alimentação. Não precisamos ser rudes, mas temos que ser diretos e claros informando, por exemplo, que o bebê não irá comer um bombom, mas que ele adoraria algumas uvas!

Como a alimentação é uma forma de expressar afeto, muitos querem, na melhor das intenções, fazer isso com as crianças por meio de guloseimas. Mas, veja que essa é uma demanda do adulto, não da criança. Você pode auxiliar essa pessoa frustrada por não poder dar um doce ao seu filho a pensar em alternativas para agradar a criança, como fazer barquinhos para brincar na água ou plantando algo no quintal.

Até aqui, falei das situações que são relacionadas às interferências dos adultos. Mas e quando é o filho que aponta para o prato de coxinhas fritas? Daí, precisamos pensar, primeiro, na idade dele: um bebê de 11 meses é diferente de uma criança de 3 anos. O que é recomendado para cada idade? Só isso já te ajuda a decidir. Ainda, dependendo da idade, ele pode estar somente curioso ao ver todos pegarem algo nesse prato (e pode se contentar tranquilamente com outra distração) ou já entende o que está diante dele e quer comer. Nessa última situação, comum entre crianças um pouco maiores, já conseguimos dialogar com ela sobre o que e quanto é possível comer. E, mais! Se essa criança já estiver alimentada, ela comerá uma ou duas coxinhas e ficará satisfeita. Porém, se esse é o almoço dela, é mais do que esperado que ela se esbalde!

Para terminar, quero falar sobre as proibições que fazemos, pois elas podem ser perigosas. Quando nomeamos como proibidos os alimentos que estão rotineiramente no ambiente e que são consumidos por todos, até por outras crianças, estamos transmitindo uma mensagem confusa ao nosso filho, que tende a não entender o motivo daquilo somente ser proibido a ele, além de causar nele uma grande curiosidade. Então, vai aí uma sugestão: é provável que seja melhor a oferta assistida e bem orientada de um alimento “inadequado”, sem que ele seja hipervalorizado. Além disso, alimentação da criança é resultante da alimentação da família. Se quisermos que coma bem, temos que comer bem e, assim, não serão dois dias de festas que mudarão seu hábito alimentar.