Chegou a introdução alimentar e começam as orientações de dieta infantil, assim como determinações das mais variadas de quantidade, consistência, modos e até sugestões de como avaliar o crescimento do bebê. Sim, para o desespero de mães que já estão sobrecarregadas, é praticamente um “deposite aqui sua ficha sobre ______ (preencha aqui o tema da maternidade) e espere a sua vez de se frustrar”.

Isso porque introdução alimentar parece ser sinônimo de frustração. Certo? As mães que já passaram pela IA podem atestar, no dia a dia, não é prático, faz muita sujeira, muitas vezes se tem a impressão de que a criança não come – e de que ela vai mamar muito mais (provavelmente ela vai, mas esse é assunto para outro post).

Por hoje, queremos falar que ao fazer BLW não é preciso seguir uma lógica rígida dos alimentos a serem oferecidos. Guias comuns de alimentação infantil determinam os caminhos a serem seguidos. A primeira coisa a saber sobre essas orientações, de acordo com o livro Baby-Led Weaning: O Desmame Guiado Pelo Bebê é que “muitos desses conselhos vêm de quando os sólidos costumavam ser dados aos bebês de quatro, ou até mesmo três meses de idade.” 

A recomendações do Baby-Led recomenda, então, começar com ingredientes naturais! Simples, não?

Servir o máximo de alimentos frescos possível e cozinhar sem adicionar sal ou açúcar. Muitas pessoas começam com legumes puros ao vapor ou frutas, mas, embora esses alimentos sejam provavelmente mais fáceis de manipular para seu bebê, não há motivo para não compartilhar com ele um ensopado, uma salada, macarrão, carnes e legumes refogados ou assados – ou qualquer outra coisa que possa incluir formatos adequados.


Assim, o livro recomenda a seguinte lógica: 

  • alimentos nutritivos – nada altamente processado ou com adição de sal e açúcares.
  • alimentos de cada um dos principais grupos alimentares pelo menos uma vez ao dia – uma ampla variedade de alimentos ao longo da semana para que seu bebê tenha a chance de provar diferentes sabores e texturas.
  • tamanhos e formas que seu bebê possa manipular (lembrando-se que suas habilidades se desenvolvem rapidamente).

Por isso, para além de pensar em cardápios rígidos, pensados e feitos somente para o bebê, por que não fazer para a família inteira baseando-se por nutrição, sem sal ou açúcares, variedade e grupos alimentares, formatos adequados para a idade. Possivelmente, o processo da introdução alimentar fica menos “pesado”, o que não quer dizer que seja rápido, que não faça sujeira e que não canse. Mas sair da lógica da obrigação e partir para a lógica da experiência em família pode ser uma abertura para todos se nutrirem – e não só de alimentos.