Em casa temos duas espécies mirins: uma com 7 e outro com 2 anos. A de 7 pegou o jeito da aula online e, entre choros e risos, está se virando bem. Na medida do possível, ela segura a onda. Sempre com o nosso olhar atento e um abraço apertado quando necessário.

O de 2 ainda vive num mundo paralelo onde o “inominável” e a pandemia não entram e nem estão representados por nenhum vilão. A sua preocupação é brincar e ter os pais por perto. Ele vive o presente, o aqui e agora, e por isso mesmo é uma benção.

Meu filho, sendo presente, me pede presença. Para estar e brincar com ele eu preciso realmente SER. Me desconectar do resto e conectar com ele. Olho no olho. Coração com coração.

Essa dinâmica reforça o valor do trivial, do banal, do dia a dia, ao mesmo tempo que nos dá uma trégua da nua e crua realidade do caos.

Hoje estamos conectados o tempo todo, fazendo um esforço tremendo (digo por mim) pra conseguir dosar o uso da tecnologia de forma saudável. E uma das muitas maneiras possíveis de ativar a presença usando o celular é fotografar os momentos preciosos do nosso cotidiano: as brincadeiras, uma refeição, o abraço entre irmãos, a relação com o bicho de estimação ou com o livrinho preferido… No modo OFF da internet, mas no modo ON da presença. Porque isso tudo faz parte da nossa memória afetiva e é o que vai cutucar as nossas lembranças daqui a alguns anos para o que realmente importa.

O que para você realmente importa?